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Transtornos do Espectro do Autismo (TEAs)

O autismo deixou de ser visto como “um dos maiores mistérios e desafios da psiquiatria infantil”, conforme se dizia em meados dos anos 1960, para ser visto como uma síndrome comportamental definida, com etiologias orgânicas também definidas (Assumpção Jr. E Pimentel, 2000).

Segundo (Ana Mello, 2007), o diagnóstico deste transtorno deve ser realizado por um profissional com formação em medicina e com experiência clínica de vários anos neste espectro.

Ao receber esse diagnóstico os pais se desesperam e muitos não acreditam ter um filho autista começando uma longa peregrinação em buscas de respostas e tratamentos.

O autismo intriga e angustia as famílias nas quais se impõe, pois a pessoa portadora do autismo, geralmente, tem uma aparência harmoniosa e ao mesmo tempo um perfil irregular de desenvolvimento, com bom funcionamento em algumas áreas enquanto outras se encontram bastante comprometidas (Ana Mello, 2007).

A criança que recebe diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEAs) passa a ser vista, antes de ser uma criança, uma patologia e tudo passa a girar em torno do espectro e não mais da criança em si.

Os pais precisam entender que ser autista não é ter uma doença e sim um Transtorno Global do Desenvolvimento que pode ser identificado a partir dos primeiros meses de vida da criança. Infelizmente em pleno século XXI a ciência não descobriu a sua causa e nem a sua cura.

A prevalência do autismo hoje é de 1/150 criança, ou seja, a cada 150 crianças nascidas uma teria Autismo.
Pesquisas mostram vários tratamentos feitos com crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEAs), em terapias que englobam os profissionais das áreas da saúde em: Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, com um nível muito satisfatório de recuperação.

Esses tratamentos têm possibilitado melhor qualidade de vida para as crianças, como também aos seus familiares, com um aprendizado mais eficaz e uma inclusão social mais aceitável.

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEAs) tem como características básicas aspectos atípicos qualitativos e quantitativos que afetam as áreas da interação social, da comunicação e do comportamento.

Se o seu filho apresentar alguma anormalidade dentro desta tríade, procure um médico para uma avaliação, pois o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz.

Fontes de Informações: Assumpção JR FB, Pimentel AC. - Autismo Infantil. Ver. Bras. Psquiatria. 2000.
Mello, Ana Maria S. Ros de – Autismo Guia Prático, 2007.

Distúrbio de Aprendizado

A dificuldade de aprender é uma das queixas mais freqüentes nos consultórios pediátricos. À primeira vista, essas dificuldades muitas vezes são confundidas com falta de inteligência, preguiça, desleixo, etc. 
Na verdade a dificuldade de aprender pode estar relacionada ao simples fato do método de ensino, falta de motivação e de interação com o professor e até algumas doenças e transtornos.
Entre as doenças podemos citar: anemia, depressão, comprometimento da visão e audição.
Para caracterizar a dificuldade de aprendizagem como transtorno, deve-se descartar todas as possibilidades de patologia e partir para uma investigação das disfunções de origem neurobiológicas.  As mais freqüentes são: dislexia, discalculia, TDHA (déficit de atenção e hiperatividade) e outros.
 Quando essas disfunções não são adequadamente identificadas e tratadas, a criança pode ter seu desenvolvimento escolar, psicológico e social comprometido.
O termo Distúrbio de Aprendizagem (DA) tem sido usado para indicar uma perturbação na aquisição e utilização de informações ou na habilidade para solução de problemas. Portanto, ocorre quando  existe uma falha no ato de aprender, que implica a modificação dos padrões de aquisição, assimilação e transformação, seja por vias internas ou externas ao individuo. (Ciasca,   2006)
A dificuldade para aprender requer um diagnóstico extremamente preciso sobre as habilidades cognitivas, perceptivas, lingüísticas e funcionais da criança, por que só a partir desse processo é que se pode planejar a terapêutica com base nas habilidades comprometidas.
Neste contexto, a avaliação neuropsicológica teria a proposta básica de auxiliar o diagnóstico diferencial, estabelecer a presença ou não de disfunções cognitivas, observar o nível de funcionamento operacional, localizar alterações sutis, contribuindo para o melhor planejamento preventivo e remediativo, além  de possibilitar o acompanhamento da evolução do quadro patológico em relação aos tratamentos medicamentoso, cirúrgico e de reabilitação (Ciasca, 2006)
O cérebro da criança é muito mais “moldável”, graças à plasticidade, portanto, está sujeito a maior oportunidade de recuperação funcional que o adulto, por isso, uma avaliação neuropsicológica bem feita seria responsável por todo um conjunto de variáveis multidisciplinares que devem levar à formulação diagnóstica precisa e ao planejamento interventivo eficiente em qualquer fase da infância.
Assim, para diagnosticar e iniciar um tratamento para dificuldade de aprendizagem é necessária uma investigação mais precisa que englobe profissionais da área multidisciplinar.

Fonte: Reabilitação Neuropsicológica da teoria à prática-Gomes,Jacqueline, Dos Santos Flávia. São Paulo: Artes Médicas, 2006.
Etiologia
O transtorno de aprendizado tem várias causas, incluindo anomalias genéticas, como a síndrome de Williams, ou cromossômicas, como a de Down e a do X-frágil.

Outros fatores também influenciam no desenvolvimento cerebral, como: exposição do feto a substância alcoólica ou drogas, falta de oxigenação intrauterina, trabalho de parto prematuro ou prolongado, traumatismo craniano, má-nutrição ou exposição a toxinas ambientais na tenra idade.
Dificuldades de Aprendizado mais comuns
Dislexia: Inaptidão para ler, soletrar e/ou escrever. Pode haver dificuldade para as seqüências, como ordenar datas, assim como para organizar pensamentos.

Discalculia: Problemas para aprender conceitos matemáticos, como quantidade e valores, organizar números e calcular.

Amusia: Também conhecida como surdez tonal, é a incapacidade de escutar normalmente, reconhecer notas musicais, ritmos e tons ou de reproduzi-los.

Dispaxia: Dificuldade de fazer movimentos definidos, o que pode redundar em problemas para estabelecer relações espaciais, como posicionar objetos com precisão.

Prejuízos específicos de linguagem: Problemas para entender e/ou se expressar oralmente, à parte de deficiências orgânicas, como surdez ou mudez, e de atrasos no desenvolvimento.

Fonte de dados:
O Livro do Cérebro, 4: envelhecimento e disfunções, Graziela P. Costa – São Paulo: Duetto, 2009.
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